Esta Propriedade, com este casal (Dirceu Moreira da Costa e Mônica da Costa) é o berço da RIZIPSICULTURA em Santo Antônio da Patrulha.

INÍCIO DA SISTEMATIZAÇÃO DA LAVOURA PARA IMPLANTAÇÃO DA RIZIPISCICULTURA NO MUNICÍPIO DE SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA
O projeto foi implantado pelo Sr. Dirceu Moreira da Costa e sua esposa Mônica Bernadete Cunha da Costa teve início no ano de 1996, na propriedade de seu pai Luiz Ferreira da Costa, na localidade de Taquaral no município de Santo Antônio da Patrulha/RS. Devido a grande infestação de ervas daninhas e arroz vermelho na lavoura, que impedia de alcançar um nível satisfatório de produtividade, associado ao alto custo dos herbicidas que elevavam os custos de produção e inviabilizando as possibilidades e perspectivas de lucro, o Sr. Dirceu vinha pesquisando uma forma de controle` das ervas, principalmente o arroz vermelho, que fosse eficiente e a custo mais acessível do que o controle convencional através do uso de herbicidas. Após muita pesquisa e leitura de publicações sobre o assunto, no início de 1995 encontrou em uma revista especializada, que agora não lembra o nome, mas que trazia informações que na China o controle de arroz vermelho e outras ervas daninhas era feito com eficiência há mais de mil anos pelo consorciamento da criação de peixe da espécie Carpa Húngara, Capim e outras Carpas e arroz (processo denominado aqui de Rizipiscicultura). Estas informações eram de grande valia para o Sr. Dirceu que procurava incessantemente formas que lhe permitisse recuperar a lavoura da grande infestação de arroz vermelho e muitas outras ervas daninhas para poder continuar cultivando arroz A partir desta informação procurou o Eng. José Galego Tranchone, gerente regional do IRGA Litoral Norte, tendo o mesmo informado que este processo já era praticado em Santa Catarina, no município de Turvo, na propriedade da família Sipien. Em Maio de 1995, Dirceu e o Eng. Tranchone viajaram para a localidade e visitaram a lavoura da família Sipien e recolheram maiores informações sobre o Processo, o que despertou interesse no Sr. Dirceu e no Eng. Tranchone que de imediato acertaram a autorização para a partir daquela visita acompanharem o desenvolvimento do plantio da lavoura da Família. Foram inúmeras visitas naquele ano, acompanhando o sistema de plantio, conhecendo e recolhendo informações detalhadas sobre todas as práticas empregadas no Processo da Rizipiscicultura. No início de 1996 o Sr. Dirceu Costa iniciou o projeto de sistematização de uma área de seis (6) hectares para implantação do Processo com irrigação natural. Esta área tinha o objetivo de conhecer na prática a aplicação de todas as fases de desenvolvimento do processo, e fazer uma experiência quanto aos custos e benefícios, cujos mesmos foram positivos já no primeiro ano. No segundo ano o projeto foi ampliado para 17 hectares. No terceiro ano foi ampliado novamente para 25 hectares. No quarto ano para 50 hectares e hoje já esta em 60 hectares com projeto de ampliação da área cultivada. Todas as fases da sistematização podem ser observadas pelas primeiras fotos no SITE. O processo de sistematização compreende a aração, preparação do solo e dos talhões, construção dos recuos (faixa próximo da taipa com a profundidade de mais ou menos 0,70 a 0,80 centímetros e de dois metros a três metros de largura, que permanece sempre com água) onde o peixe deve permanecer no período de drenagem e despesca. Nesta fase é feito também terraplanagem e nivelamento dos talhões, para manter uma lâmina uniforme da água. Todo este processo pode ser feito com máquinas e ferramentas de pequeno porte e usadas, portanto com baixo investimento.

BENEFÍCIOS OBTIDOS COM O PROCESSO
Os benefícios são vários: entre eles, o principal é o controle total do arroz vermelho, considerável redução do custo de preparação do solo, redução de custo com investimento em equipamentos pesados, uma vez que todo o processo pode ser feito com máquinas (tratores) leves, ausência de ervas daninhas, praticamente de todas as espécies, sem uso de herbicidas. A produção média vem se mantendo em torno de 150 sacas, ou seja, 7.500 kg. por hectares, ou que equivale a 250 sacas, ou seja, 12.500 kg por quadra de arroz de ótima qualidade. A produção de peixe Carpa tem variado de 300 a 600 kg por hectare, isso sem uso de ração, cujo valor de venda na propriedade tem sido em torno de R$ 1,50 por kg., valor este que somado a redução do custo de plantio, agrega um ganho extra na produção do arroz, acrescido ainda do benefício de poder plantar na mesma área por vários anos seguidos, livres de ervas daninhas invasoras que tanto prejudicam a produção e produtividade da lavoura, além de aumentar anualmente os custos com uso de adubação e herbicida que aumentam de preço constantemente.

SEMEADURA
Na foto nº 1201 pode ser observado o solo totalmente preparado pelo peixe no mês de Outubro ou Novembro, pronto para receber o arroz sem uso de máquinas, portanto sem custo de preparação de solo. Na segunda fase após o primeiro ano podemos ver na foto nº 0377 o solo preparado pela carpa húngara, o peixe que se alimenta de todos as espécies de sementes existentes na superfície e subsolo, só não consegue captar as sementes extremamente minúsculas. Além do importante trabalho feito pela carpa Húngara, na fase pós colheitade, quando é elevado o nível de água no quadro (talhão) o que escapara da carpa Húngara, então entra o trabalho complementar feito pela carpa Capim, que come quase toda a vegetação aquática. A partir desta fase o único custo passa ser o de conservação dos talhões, limpeza da vegetação que nasce encima e nas laterais dos mesmos; a compra dos alevinos e a distribuição na lavoura dos alevinos e dos peixes de recria, quando o lavoureiro adota o sistema recriar os peixes pequenos que ficam de um ano para outro. 

POPULAÇÃO DE ALEVINOS E PEIXES SEMI-ADULTOS POR HECTARE
A população de peixe carpa (alevinos) pode variar de 1000 a 3000 por hectare, de acordo com as infestações de arroz vermelho e ervas daninhas, tais como boiadeira, canevão e outras. Para se ter um bom controle a população de peixes deve ter o seguinte mix: 60% (sessenta por cento) de carpa Húngara, que elimina as sementes e faz o preparo da terra a procura dos mais variados tipos de semente; 30% (trinta por cento) de carpa Capim, que realiza a limpeza das ervas daninhas; 5% (cinco por cento) de carpa Prateada e 5% (cinco por cento) de carpa Cabeça Grande que são carpas filtradoras, que processam a limpeza e a oxigenação da água.

DESPESCA E CLASSIFICAÇÃO DOS PEIXES
A despesca é feita sempre através do refúgio no momento da drenagem da lavoura para que seja efetuado o plantio do arroz. O Sr. Dirceu faz a classificação e só comercializa na época da despesca os peixes que estão com o mínimo de um quilo, os peixes com peso inferior a um quilo são levados para um conjunto de tanques onde permanecem até o final de Maio, quando estes peixes voltam novamente para a lavoura inundada e lá permanecem até Outubro ou Novembro, quando é feito o novo plantio e assim sucessivamente.

Esta prática não é usada por todos os rizipiscicultores, ela é usada quando o rizipiscicultor não usa suplementação de alimentação com ração, então se usa o processo de recria. Este processo gera um pequeno custo com mão-de–obra, mas trás um ganho de peso nos peixes que vão para recria, sem custo adicional com alimentação suplementar.Dirceu Moreira da Costa e Mônica Bernadete Cunha da Costa

 

Sistematização do soloPara o aproveitamento eficiente e racional do solo, há necessidade de prepará-lo previamente ao cultivo, com um trabalho de sistematização do terreno, que consiste na criação de um sistema funcional de manejo que vai desde a remoção de detritos vegetais, confecção de canais de irrigação e drenagem, construção de estradas internas, regularização da superfície do terreno, em nível e desnível( para rizipiscicultura em nível), entaipamento e a construção de estruturas complementares conforme a necessidade do projeto.

Construção de Refúgios e encanamentos da passagem de água (f-8).

Nivelamento do solo com uso de Lâmina dianteira

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